quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Trekking: Volta na Ilha Grande /RJ

A Ilha Grande, em Angra dos Reis no Rio de Janeiro, é um verdadeiro paraíso de mata atlântica e praias lindas, ligadas por trilhas espetaculares. Ao todo são 16 trilhas (numeradas de T01 a T16) mapeadas oficialmente que conectam toda a ilha.


Dar a volta completa na Ilha Grande era uma das minhas vontades a muito tempo, até que surgiu a oportunidade quando o amigo Geovane Rento (condutor com quem eu já havia feito a Travessia Petrópolis X Teresópolis) estava programando o trekking junto com o Guia Felipe Rocha e montando um grupo para enfrentar o desafio. Era nossa chance!

Nossos guias Geovane e Felipe

Aline e eu nos juntamos então à expedição da Volta à Ilha Grande que contava com mais cinco participantes e dois guias, totalizando 9 pessoas (eu, Aline, Fernando, Márcio, Albino, Cyntia, Adriana, o condutor Geovane e o guia Felipe). Mas tarde o grupo ainda ganhou um outro membro, nosso mascote canino, o Pretinho.

Equipe toda reunida na Ilha Grande

O roteiro

1º dia: Vila de Abraão x Bananal
2º dia: Bananal x Araçatiba
3º dia: Araçatiba x Aventureiro
4º dia: Aventureiro x Parnaioca
5° dia: Parnaioca x Caxadaço*
6º dia: Santo Antônio x Abraão (fim da volta)

*No quinto dia teríamos que voltar andando até Abraão, pois não há onde dormir em Dois Rios ou Caxadaço, retornando de barco no sexto dia para recomeçar na praia seguinte (St. Antônio) e concluir a volta.

Como Chegar

Existem diversas opções para se chegar na Ilha Grande, partindo de Angra dos Reis, Mangaratiba ou Conceição de Jacareí, onde também existem estacionamentos privados que cobram diárias para quem chegar dirigindo, já que não circulam carros na ilha.

Rumo a Ilha Grande

A balsa operada por uma concessionária faz o translado desde Angra ou Mangaratiba a preços populares (1h30min de viagem), mas é possível o transfer em diversas agências nestes locais ou em Conceição de Jacareí (Bairro de Mangaratiba na divisa com Angra) em lanchas rápidas com preços variáveis.

Desembarque na Vila do Abraão

Para maiores informações de como chegar acesse a pagina da Ilha Grande aqui

Vila de Abraão

O centro comercial e turístico da ilha está na Vila de Abraão, onde chegam a maior parte das embarcações e de onde começaríamos e terminaríamos nossa volta na ilha caminhando.

A pracinha com a Igreja de São Sebastião na Vila do Abraão

Restaurante com mesas nas areias da Praia do Abraão
A vila conta com diversas opções de hospedagem (de todos os valores) e uma infinidade de lojas e restaurantes totalmente voltados ao turismo. Chegamos no dia anterior para nos preparar e ficamos no Camping Cantinho da Ilha que é bem estruturado e serviu como base para nossa expedição.

Camping Cantinho da Ilha: nossa base


1º Dia: Abraão X Bananal (T01 – T02 – T03 – T04)

Acordamos cedo e começamos a caminhar por volta das 8h da manhã. Registramos o início da travessia em uma foto com todo o grupo diante do casarão do Centro de Visitantes do Parque Estadual de Ilha Grande.

Início da caminhada diante da sede do Parque Estadual da Ilha Grande

Seguimos pela T01 que passa pela Praia Preta e pelas Ruínas do Lazareto em um circuito bem turístico junto ao Abraão.


Praia Preta

O Lazareto foi erguido em 1871 para receber enfermos que chegavam nos navios antes de desembarcarem no continente como forma de controle de doenças, mas foi desativado como hospital de quarentena em 1913.

Ruínas do Lazareto na T01

Mais tarde Getúlio Vargas reabriu o Lazareto como presídio e o mesmo funcionou até a abertura total do cárcere em Dois Rios. O lazareto foi então desativado e em 1954 o governador Carlos Lacerda mandou demolir o lugar a tiros de canhão, restando apensas as ruínas ainda hoje expostas.

Ruínas do antigo presídio do Lazareto

Passamos pelo Poção, um remanso no rio onde no passado escravos tomavam banho, e chegamos ao antigo Aqueduto que abastecia a Vila de Abraão no passado. Subimos em direção a T02 no caminho para a Feiticeira, mas não passaríamos por lá neste dia.

Poção
Antigo Aqueduto

Nossa primeira parada foi na Praia de Caramiranga para um descanso depois de subir e descer nosso primeiro morro com a mochila pesada nas costas.

Chegando na Praia de Caramiranga

Primeira parada para descanso

No primeiro dia o corpo ainda está se adaptando ao peso da mochila e o trecho até Bananal tem muitas subidas e descidas, o que o torna muito cansativo.

Cruzando a Praia de Caramiranga após o descanso no primeiro dia de caminhada

Seguimos passando pela Praia do Perequê e margeamos a Enseada das Estrelas, passando pelas areias de suas praias e por ruas internas entre casas de moradores caiçaras na Praia de Fora.

Praia do Perequê


Depois de mais um descanso subimos o relevo acidentado e vimos de cima o Saco do Céu. O lugar recebeu esse nome por que nas noites claras é possível ver as estrelas refletidas em suas águas calmas. O conjunto da Enseada das Estrelas e Saco do Céu é lindo.

Saco do Céu

Enseada das Estrelas vista da trilha

Seguimos pela T03 e no meio da trilha a vegetação se abre para o mar na pequenina Praia do Funil fazendo com que a ilha sempre revele lindas paisagens na nossa passagem. Paramos para descansar na menor praia da ilha e foi aí que o décimo membro se uniu ao grupo: Um cachorro bem velhinho preto com pelos já esbranquiçados que alimentamos na parada e passou a nos seguir. Chamamos ele de Pretinho e o danado deu a volta na ilha conosco, virando mascote do grupo...

Descanso na Praia do Funil, a menor da Ilha Grande

Nosso mascote: Pretinho

Depois da parada caminhamos até a Praia de Japariz, onde existem muitos restaurantes e diversos barcos com turistas chegando e saindo a toda hora. Cruzamos suas areias e retornamos para a trilha.

Praia de Japariz

A T03 nos leva até a mais antiga construção da ilha, a Igreja de Sant’Ana. Foi na Freguesia de Santana que a Ilha Grande começou a ser povoada e a igreja histórica que data de 1843 é um marco deste tempo. Ao redor da igreja um pequeno cemitério e o caminho que leva até a praia.

A Igreja de Santana é a construção mais antiga da Ilha Grande

Anjinho um tanto macabro no cemitério ao lado da igreja


Se no passado este lugar foi o mais povoado da ilha, hoje é um dos mais disputados pelos turistas. Um pequeno cais serve de entrada e saída de dezenas de barcos com toda a diversidade possível. Para nós que estávamos andando a mais de 5hs na calmaria das trilhas esse foi um choque de realidade.

Freguesia de Santana

Ficamos uma hora na praia e almoçamos (isto é: comemos um lanche que levávamos para esse esperado momento), antes de equipar as mochilas e seguir viagem em direção a T04, última trilha do dia... UFA!

Início da T04: Última trilha do primeiro dia

Mais 3 Km de trilhas em menos de 1h30min de caminhada pela T04 até chegar na Praia de Bananal Pequeno, dali mais alguns poucos minutos e estávamos no Bananal onde iríamos pernoitar.

Praia de Bananal Pequeno

Bananal é o lugar onde, no réveillon de 2010 uma tragédia aconteceu com o deslizamento de uma parte da encosta que soterrou muitas casas e destruiu uma pousada. As marcas ainda são profundas na população dali.

A Praia de Bananal marcou o fim do primeiro dia de caminhada

O tempo estava cinza neste nosso primeiro dia de caminhada, mas apesar do tempo ameno e das trilhas leves e médias, senti bastante o percurso, principalmente nas subidas com a mochila. Felizmente ainda eram 15h e teríamos o resto da tarde para descansar.

Fim do dia na praia para relaxar o corpo

Não há camping em Bananal e ficamos hospedados na casa do seu Juca, que nos cedeu gentilmente sua varanda e pedacinho de quintal.

Nem foi preciso abrir a barraca na primeira noite

Felipe e Geovane haviam programado todas nossas paradas com cuidado para que não precisássemos carregar fogareiros e pesos extras para alimentação, sem falar que camping selvagem é proibido, portanto todas as hospedagens estavam programadas também, sendo esta no Bananal a única realmente na casa de um morador. A família nos recebeu muito bem e jantamos na vendinha junto as areias da praia. Foi a melhor refeição de todas!!!

Fim do primeiro dia no Bananal

2º Dia: Bananal X Araçatiba (T05 – T06)

O dia amanheceu nublado novamente e a noite na varanda foi melhor do que eu imaginava (o repelente deu conta do recado). Acordamos cedo, tomamos café da manhã e começamos a caminhar por volta das 8h da manhã.
 
Passamos diante da Igreja do Divino Espírito Santo no Bananal
Havíamos caminhado mais de 15 Km no primeiro dia e as dores de levar a mochila ainda estavam presentes quando começamos o segundo dia, mas apesar do cansaço inicial o corpo parecia se adaptar e neste dia caminhamos muito melhor.

Início da T05 no nosso segundo dia

Iniciamos a T05 que tem mais de 5 Km de extensão em trilhas e passa por algumas praias entre os sobe e desce normais na mata.

Aline cruzando a ponte que leva até a Praia de Matariz

Nossa primeira parada para descanso foi na Praia de Matariz, depois seguimos a trilha na direção da Praia de Jaconema onde o maior desafio foi passar pelo galho de uma figueira centenária que havia caído no meio da trilha.

Primeira parada na Praia de Matariz

Cruzamos as areias da Praia de Passaterra e seguimos a trilha até a Praia de Maguariquessaba onde paramos para um descanso rápido e um banho de mar.


Parada para descanso na Praia de Maguariquessaba

Terminamos a T05 em Sítio Forte que apesar de praia tem grama no lugar de areia e uma cara de fazenda que faz jus ao nome, com coqueiros e casarões.

Caminhando pela T05 em direção a Sítio Forte


Paramos para nosso “almoço” em Sítio Forte, comemos um lanche com biscoitos (ou bolachas para as meninas do grupo que não eram do RJ rs), além de refrigerantes comprados em uma vendinha por ali mesmo.

Sítio Forte

Esta é a metade do caminho e seguimos então para a T06 que liga a Enseada de Sítio Forte até Praia Grande de Araçatiba, passando pelas últimas praias voltadas para o continente em nossa expedição.

Início da T06 com a Praia de Sítio Forte ao fundo

Deixamos a mata em direção a Praia de Tapera e de lá subimos um mais um morro e descemos um Ubatubinha, uma bela praia.

A bonita Praia de Ubatubinha

Na sequência de praias seguimos até a Praia da Longa, uma vila caiçara que parece ter parado no tempo. Caminhamos os 350 metros da extensão da praia passando pela singela Igreja de São Pedro em frente ao cais e fizemos uma breve parada antes de seguirmos para a trilha novamente.


Praia da Longa



Por volta de 15h chegamos na Praia Grande de Araçatiba, nosso ponto final neste segundo dia de caminhada. Seguimos para o “Camping Bem Natural” que tem uma ótima estrutura, o único ponto negativo foi subir os mais de 150 degraus de escada até o camping depois de dois dias andando em relevo acidentado...

Áreas cobertas no Camping Bem Natural

Apesar do cansaço e da maior quilometragem caminhada, este segundo dia foi mais tranquilo que o primeiro e depois de armar a barraca descemos para a Praia de Araçatibinha, quase ao lado do camping.


Banho de mar para descansar depois de um dia caminhando

O céu estava nublado e um vento frio atrapalhou o que seria um fim de tarde na praia, mas ainda assim o grupo ficou descansando nas areias por algumas horas, junto com nosso mascote que continuava nos seguindo e nos fez companhia nas areias.

Pretinho nos acompanhando na Praia de Araçatibinha

3º Dia: Araçatiba X Aventureiro (T08 – T09)

Tomamos nosso café da manhã, desmontamos as barracas e partimos para o terceiro dia de caminhada que desta vez amanheceu ensolarado.

Início do terceiro dia no mirante do Camping

Neste terceiro dia o percurso seria bem menor do que nos anteriores, mas foi um ledo engano meu achar que seria um dia mais tranquilo para caminhar... Seriam dois morros a vencer e bem íngremes!


Começamos a caminhar mais tarde do que nos dias anteriores e as 9h seguimos para o entroncamento das trilhas T06, T07 e T08. Neste ponto saímos da T06 e passamos para a T08, passando pela entrada da T07 que faz um bate-e-volta de 11 Km indo e voltando da Gruta do Acaiá no extremo oeste da ilha, e não faz parte do circuito da volta na Ilha Grande.


Seguíamos agora para o lado oceânico da ilha e subimos o primeiro morro do dia em uma trilha de aproximadamente 4 Km que leva até Provetá em mais de 2h de caminhada.

Turma reunida no topo do primeiro morro do dia

A subida é cansativa e o dia quente faz com que se canse rápido no caminho, do outro lado está uma comunidade evangélica que sempre esteve afastada do turismo, mas que hoje está mais aberta aos visitantes.

Provetá vista da T08

Descida para Provetá

Provetá cresceu em torno da comunidade evangélica da Assembleia de Deus e deve-se ter muito cuidado para não ofender os costumes locais. Na praia de águas agitadas as mulheres locais não usam roupas de banho e na praça principal pessoas olhavam para nós como se fossemos extraterrestres com aqueles mochilões nas costas.

Templo na praça central da comunidade evangélica de Provetá

Vencido o primeiro desafio do dia era hora de almoçar por ali e aproveitamos a padaria para comprar sanduíches e refrigerantes. O pretinho ganhou um banho com remédio contra piolho (adquirido no posto de saúde) que fez com que seus carrapatos caíssem e compramos um sanduíche de mortadela para ele.

Praia de Provetá

Depois de três dias de caminhada os meus pés já apresentavam sinais do cansaço, com duas bolhas e um princípio de calo, então aproveitei para cuidar deles, pois ainda faltava muito para andar. Não era só meus pés que sofriam e o grupo aproveitou essa parada para se preparar para a segunda metade do dia.

Hora de cuidar dos pés

Depois de descansar partimos para o segundo morro do dia e debaixo de um sol escaldante seguimos para a T09 em direção a Praia do Aventureiro.

Início da T09 em direção a Aventureiro

A subida é uma verdadeira pirambeira, muito íngreme e exposta de vegetação, tornando o caminho bem puxado.

Provetá ficando para trás e para baixo na paisagem

Ainda me lembro minha alegria de ver que chegamos ao topo da montanha, mas ainda faltava a descida íngreme pela encosta até a praia do outro lado... Uma parada para lanchar lá no alto e devorei o sanduíche que comprei na padaria de Provetá para viagem.

Descanso no topo do segundo morro do dia

O percurso é o mais curto da travessia e apesar do extremo cansaço das duas subidas do dia, chegamos na Praia do Aventureiro as 14h. Era montar a barraca e aproveitar o dia de sol.

A Praia de Aventureiro é uma das mais bonitas de toda a travessia

A praia é incrível e uma das mais bonitas da ilha com toda certeza. Não há luz elétrica ou sinal de celular por lá, mas é possível usar o wi fi do posto de fiscalização do INEA (o órgão ambiental mantém um fiscal ali para evitar que se tente cruzar a Reserva Biológica ao lado, mas falo disso depois).

O coqueiro que se tornou símbolo da Praia de Aventureiro

Uma trilha leva até o Mirante de Sundara (45 min de subida) de onde se pode ver a Praia do Aventureiro e as Praias do Sul e do Leste na Reserva Biológica à frente.

Paisagem do Mirante de Sundara

Ficamos no Camping do Luis que tem um gerador elétrico que funciona de 18h até as 22h, permitindo carregar celulares e máquinas fotográficas. As barracas ficam em uma faixa de areia diante do mar.


Fomos brindados com o bonito dia de sol na praia e um pôr do sol lindo, além da noite estrelada que fica ainda mais incrível depois que os geradores se apagam pela praia.

Fim do terceiro dia de trilhas no Aventureiro

4º Dia: Aventureiro X Parnaioca (Day Off de Trilhas)

O mais impressionante no Camping do Luis no Aventureiro foi o raiar do dia, pois as barracas ficam de frente para o ponto onde o sol se ergue sobre o mar, fazendo com que se possa apreciar o nascer do dia de dentro da barraca. Uma das cenas mais bonitas de toda a travessia.

O amanhacer visto de dentro da barraca no Camping do Luis na Praia do Aventureiro

Ao lado da Praia do Aventureiro estão as Praias do Demo, do Sul e do Leste que estão em uma Reserva Biológica e tem acesso restrito, não podendo ser atravessadas. Um fiscal do órgão ambiental fica de olho e quem for pego na área de preservação ambiental pode ser multado e posto para fora da ilha.

Praia do Aventureiro

Neste dia nossa programação era de atravessar de barco, respeitando a Reserva Biológica e dando um dia de folga para descansar depois de três dias de caminhada. Era nosso day off em Parnaioca!

A paradisíaca Praia de Parnaioca

Depois de uma tarde inteira em Aventureiro teríamos um dia todo em Parnaioca, já que a travessia no bote a motor durou menos de 15 min.

Curtindo nosso Day Off de trilha no paraíso

Parnaioca é a praia mais isolada de toda a ilha e só tem 4 moradores que também oferecem serviço de camping em suas propriedades. Ficamos no Camping da Janete e adoramos a vibe do lugar e a gentileza e histórias da nossa anfitriã.

Camping da Janete: Um dos 4 únicos da praia


Parnaioca é um paraíso e dividiu as opiniões no grupo quanto a praia mais bonita, rivalizando com Aventureiro. Sem sinal de celular, sem luz elétrica (mesmo esquema de gerador por poucas horas) e sem nenhum meio de comunicação com o mundo fora dali, o lugar é um convite ao descanso em contato total com a natureza.


Dos tempos em que foi uma das áreas mais habitadas da ilha só restaram alguns vestígios, como a Igreja do Sagrado Coração de Jesus e poucas ruínas.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Parnaioca

A praia é ótima e em uma das extremidades está o Rio Parnaioca que deságua no mar, formando uma pequena lagoa entre as areias e as pedras na mata. Incrível!!!

O Rio Parnaioca forma um açude junto a praia

Até o Pretinho se refrescou

Seguindo rio acima, por uma trilha, estão pequenas corredeiras que formam quedas d’água ótimas para banho.


Totalmente desligados do mundo e em meio a natureza nosso pequeno grupo estava totalmente harmonizado em Parnaioca. Foi um dos dias mais incríveis em que pudemos curtir praia e cachoeira em meio à travessia.

Dia de descanso em Parnaioca

Descansamos, vimos um lindo pôr do sol, aproveitamos as refeições preparadas com carinho pela Janete e dormimos em meio a natureza quase esquecendo que havia um mundo ao nosso redor e fora da ilha.


Pôr do Sol no final do quarto dia da volta na Ilha Grande

5º Dia: Parnaioca X Caxadaço X Abraão (T16 – T15 – T14)

Não foi à toa que tivemos um dia e meio de descanso curtindo as praias de Aventureiro e Parnaioca, pois o quinto dia nos reservava o pior de todos os esforços.

Início da Trilha para Dois Rios

Depois de desmontar acampamento e tomar o café da manhã era hora de jogar as mochilas nas costas e seguir viagem. A trilha que liga Parnaioca a Dois Rios começa atrás da casa da Janete e as 8h da manhã já estávamos iniciando a caminhada.

Primeira de três partes de um longo dia

A T16 é uma das mais interessantes trilhas de todo o circuito. Passamos pelos vestígios dos tempos em que essa área era habitada por uma comunidade que contava até com uma estrada e pontes.

Ruínas em meio a mata nativa

Cruzamos um rio e passamos pela árvore mais antiga atualmente catalogada na ilha: Uma figueira com mais de 500 anos de idade!!!!

Abastecendo os cantis e refrescando o corpo no rio

Figueira com mais de 500 anos na T16

Neste caminho está a Toca das Cinzas, uma pequena gruta onde, no passado, os escravos eram amarrados para morrer (até virarem cinzas...) quando castigados e paramos para comer alguma coisa sob a grande pedra que forma a gruta.

Aline entrando na Toca das Cinzas

Percorremos os quase 8 Km de trilha entre Parnaioca e Dois Rios em aproximadamente 2h30min de caminhada, com paradas para descanso e chegamos em Dois Rios cruzando um dos córregos que dá nome ao lugar, pois a praia possui dois rios desaguando, um em cada extremidade.

Praia de Dois Rios

Foi neste lugar que funcionou o cárcere que substituiu o Lazareto: O Instituto Penal Candido Mendes.

Antigo presídio de Dois Rios: Museu do Cárcere

O presídio foi palco da fuga cinematográfica do bandido Escadinha em 1985, além de ter abrigado bandidos famosos como Madame Satã e presos políticos como Graciliano Ramos, Fernando Gabeira, Nelson Rodrigues e muitos outros. Desativado em 1994 o prédio foi parcialmente demolido, mas hoje parte foi restaurada e abriga o Museu do Cárcere e o Ecomuseu da Ilha Grande, mantidos pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Ruínas do antigo presídio na área demolida

Aprendemos um pouco sobre a história da região, conversando também com moradores. Dois Rios possui poucos moradores e quase todos eram trabalhadores do antigo presídio, além de abrigar um campos da universidade.

Ruas de Dois Rios

Paramos para almoçar no Bar da dona Tereza e comemos sanduíches e aproveitamos para descansar. As botas de uma das meninas não aguentou o tranco e abriu, mas um pouco de fita adesiva e ataduras resolveram o problema, o pior eram as bolhas nos pés, eu nem reclamava das minhas quando olhava as dela... todos tinham sinais do cansaço, mas ainda faltava muito para o dia terminar.

Igreja de Dois Rios

Depois do descanso é hora de conhecer uma das praias mais paradisíacas da ilha e tomamos a T15 em direção ao Caxadaço.

Início da T15: Um bate e volta até Caxadaço

A trilha é difícil (e fechada) e demoramos 1h30min para percorrer os quase 4 Km com os mochilões nas costas. Todo o caminho é em aclive ou declive, não tendo trechos planos, mas no fim a visão da praia fez ter a certeza de que valeu o esforço.

Chegando na Praia do Caxadaço

A Praia do Caxadaço é uma pequena faixa de areia com águas claríssimas que variam nos tons de verde e azul.


Águas claras oferecem um refrescante banho

Ficamos uma hora na praia e voltamos pela mesma trilha. Já eram 4h30min quando voltamos à estrada de terra que liga Dois Rios a Abraão, onde começa a trilha.

Segunda de três partes do dia: Bate e volta no Caxadaço

A próxima praia após o Caxadaço é a de Santo Antônio, mas não existe uma trilha oficial ligando as duas, apenas uma trilha improvisada que é muito fechada e tem risco de animais peçonhentos, sem falar que não teríamos como dormir por lá. Também não é possível dormir em Dois Rios, pois as casas são administradas pela UERJ e são exclusivas para moradias. Portanto não nos restava opção a não ser retornar caminhando até Abraão pela T14.

Terceira e última parte do dia: O estafante trecho da T14

Caminhamos pela estrada de terra que liga Dois Rios a Abraão por mais de 7 Km, sem nenhum trecho plano. Subimos metade do caminho e descemos a outra metade.


Fizemos uma parada no Poço do Soldado para um banho que refrescou (e muito) os ânimos, mas no fim ninguém mais aguentava dar um passo.

Poço do Soldado e parada para um banho

Foram mais de 11h de percurso desde Parnaioca, pois chegamos a Vila de Abraão as 19h, extremamente cansados. Neste dia caminhamos mais de 30Km e os pés doíam e não havia ninguém no grupo que não tivesse alguma dor. Apesar da volta não estar completa ainda, esse dia foi o marco de que vencemos o caminho e não foi fácil.

O grupo na cansativa caminhada pela estrada de terra que é a T14

6º Dia: Santo Antônio X Abraão (T11 – T10)

Mesmo estando de volta a Abraão não havíamos terminado a volta, pois faltavam as trilhas que ligam a Praia de Santo Antônio até este ponto.

Acordamos mais tarde depois do dia anterior estafante, tomamos o café da manhã na padaria e finalmente nos livramos das mochilas cargueiras, deixando-as no camping e preparando pequenas mochilas de ataque para finalizar a travessia.

Voltamos para o ponto onde paramos de barco

Havíamos ido até a Praia de Caxadaço no dia anterior e deveríamos retomar a caminhada na próxima praia, para isso pegamos um barco no píer e seguimos para Pouso, onde desembarcamos e caminhamos pela trilha T11 até a Praia de Santo Antônio.

Próxima praia depois do Caxadaço: reinício da caminhada

A pequena praia é bem bonita e tomamos um banho de mar por ali, depois seguimos pela trilha até a famosa Praia de Lopes Mendes.

Aline e eu na Praia de Santo Antônio

Parada para banho de mar

A maior praia em extensão na Ilha Grande, Lopes Mendes é ideal para o surf com suas ondas constantes. É uma linda praia rasa com fortes correntezas e paramos para um descanso e mais um banho de mar.

Próxima parada: Lopes Mendes
Águas agitadas na famosa Praia de Lopes Mendes

Caminhamos por toda extensão da praia e encontramos um interessante barril que na verdade é uma obra de arte feita a partir de uma peça encalhada de navio.


Deixamos Lopes Mendes passando pela Igreja de Nossa Senhora de Sant’Ana que está abandonada mas relembra os tempos em que esta região era habitada.

Igrejinha de Santana abandonada em Lopes Mendes

Tomamos o caminho para Aroeiras até um trecho da T12, que leva até o farol de Castelhanos na extremidade da ilha, mas não faz parte do percurso da volta na Ilha Grande e seguimos na direção oposta.

Caminho para Aroeiras em frente: Farol de Castelhanos para direita e Praia do Pouso para esquerda

Não é possível seguir para a Praia de Aroeiras na T12, pois ela está em meio a uma propriedade particular, então seguimos margeando os alagadiços com placas que apontam os riscos de se encontrar jacarés na região.


Passamos pela Praia de Itaóca antes de sair da T12 e pegar a T10 em direção as Praias de Pouso e Mangues, onde paramos para um mergulho.

Praia de Itaóca
Praia de Mangues

Mais umas trilhas leves e chegamos na Praia de Palmas onde paramos para nosso almoço e ficamos mais de uma hora aproveitando a praia em um belo dia de sol.

Praia de Palmas

De volta a trilha e em mais algumas horas de caminhada em terreno íngreme estávamos finalizando nossa travessia dando a volta na Ilha Grande, chegando à Praia da Júlia já na Vila do Abraão.

Saída de Palmas

Último morro a ser vencido

Praia da Júlia: Chegada no Abraão

Este último dia foi menos cansativo, pois não estávamos com as mochilas cargueiras e paramos em praticamente todas as praias para aproveitar o dia. No fim, todos cansados, sentamos em um bar à beira mar na Praia de Abraão para comemorar com um brinde nossa volta na Ilha Grande concluída.

Um brinde ao final da expedição

Relembramos as histórias de todos os dias com as brincadeiras do Albino, a alegria do Fernando, a força e superação da Cyntia, a serenidade e força de vontade do Márcio, a energia positiva da Adriana e o profissionalismo e atenção do Geovane e .do Felipe que nos guiaram, além do companheirismo sincero do nosso mascote, o Pretinho.

Comemoração merecida: Volta a pé na Ilha Grande concluída com sucesso

Descanso Merecido e Despedida

Após a volta na ilha concluída nossa intenção era de subir o Pico do Papagaio pela T13, mas uma chuva de verão na noite anterior e nuvens densas que encobriam o pico no dia não nos deixaram subir, então aproveitamos o dia para uma trilha leve (e mais longa do que gostaríamos) até a Cachoeira da Feiticeira para um banho relaxante.

Cachoeira da Feiticeira

Deixando a cachoeira descemos pela trilha até a Praia da Feiticeira onde descansamos em um dia de sol parcialmente encoberto por nuvens, mas bem quente.

Praia da Feiticeira

Depois de uma semana nos despedimos de nossos novos amigos e o grupo se desfez com a certeza de que vamos nos reencontrar para outras trilhas e travessias.

Despedida da Ilha Grande... por enquanto

Mas pretendemos voltar para Subir o Pico do Papagaio e quem sabe fazer as duas outras trilhas que levam aos extremos da ilha e não fazem parte da volta completa, finalizando todas as 16 trilhas oficiais mapeadas da Ilha Grande.

O Pico do Papagaio ficou para outra viagem

Dicas e Informações úteis:

- Contrate um guia experiente. Muitos tentam (e alguns até conseguem) fazer a volta na ilha sozinhos, mas não se arrisque, pois muitas trilhas estão sem demarcações e existem muitas bifurcações sem placas;
- Participamos do trekking planejado e muito bem conduzido pela FR Expedições, que super recomendo pelo extremo profissionalismo (este não é um post patrocinado!);
- Existem outras empresas que oferecem este percurso em menos tempo, já que é possível fazer a volta em 4 dias, mas escolhemos a FR Expedições pelo roteiro um pouco maior que contemplava outras trilhas e passava por praias que normalmente não são visitadas na volta (valeu a pena);
- Respeite as leis e ajude a preservar a ilha: O camping selvagem é proibido na Ilha Grande e o trecho entre Aventureiro e Parnaioca não pode ser realizado a pé pelas Praias do Sul e do Leste, já que é uma Área de Proteção Ambiental;
- Percorremos mais de 110 Km e não aconselho para quem não está bem acostumado com trilhas pesadas;
- Antes de tentar a volta na Ilha Grande faça outras travessias para se acostumar com este tipo de caminhada e o peso da mochila nas subidas e descidas (aconselho a Travessia Petro X Tere);
- Não existe trilha difícil, o que existe é a dificuldade imposta pelo peso de sua mochila, então pense bem e leve só o que realmente vai usar, privilegiando materiais mais leves (principalmente para a barraca de camping);

- Use calçados confortáveis e que já esteja acostumado, pois qualquer pequeno incomodo será maximizado ao longo da semana e fará com que seus pés sejam castigados no fim. 

Os pés da Cyntia castigados pelas botas

39 comentários:

  1. Uma experiência muito marcante. Lugares paradisíacos e pessoas incríveis. Além do pretinho companheiro.

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  2. Sensacional, parabéns a todos!!! Um dia estarei preparada para está incrível aventura.

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  3. Excelente relato. Já vou entrar em contato com a sugestão que vocês mencionaram.

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  4. sensacional esse negocio de dar a volta na ilha, fiquei com vontade até ver os pés de vocês todo machucado hahahaha... cada visual lindo né?! ilha grande é lindissimo e nao volto lá tem uns 15 anos! hahhah

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    1. Nem eu quero lembrar dos nossos pés!! hahahaha Mas vale voltar na ilha grande sim, e se vc for faça a volta completa na ilha... de barco! ;-) Passa em todas essas praias lindas em um dia

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  5. Nossa, que experiência incrível... Eu curto trilhas, mas mais de 100km, ainda não é pra mim. Quem sabe um dia né? Ainda não conheço Ilha Grande, mas estou cada dia mais ansiosa para conhecer. Lugar repleto de belezas naturais, praias, cachoeiras e muita história!

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  6. Eu sou suspeita a falar de Ilha Grande... Esse lugar tem uma energia muito boa e esse ar de vila dá todo charme. Confesso que não tenho o seu pique pra trilhas pesadas, mas pretendo fazer a pedra do Papagaio quando voltar lá. Adorei suas dicas

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  7. Uaaaaau 110km é coisa a bessa hein?! Amo trekking, fiz há pouco tempo na Patagônia. Muito legal saber dessa possibilidade no Rio, parabéns!!!

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    1. Quem fez trilhas na Patagônia faz essa com certeza rs. A vantagem em Ilha Grande é que vai parando para refrescar nas praias. Se curte trilhas e travessias com certeza essa volta na ilha é imperdível!!!

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  8. Estou com viagem marcada para Ilha Grande na Páscoa agora, mas serão só 3 dias então não vamos conhecer tanta coisa como vocês. Mas já percebi que terei que voltar algum dia para conhecer melhor. Vocês no dia a dia fazem alguma preparação p/ poder encarar essas trilhas?

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    1. Olá Gabi, dá para fazer toda essa volta em apenas 1 dia de barco ;-) Dessa forma vc conhece toda a ilha com paradas curtas em cada praia dessas. Fica a dica rs

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    2. Ah!!! Qnt a preparo, fazemos trilhas com certa frequencia e isso ajuda a manter a forma e o ritmo...

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  9. Que aventura das boas. Adorei saber essa nova possibilidade e fiquei bem entusiasmada pra fazer também. E ainda não conheço nada por essas bandas. Vou me programar pra ir esse ano. Valeu!!

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  10. Caraca!! Nem sabia que dava para fazer a volta em trilha. Quando eu fui a Ilha Grande, há muitos e muitos anos, fiz a volta de barco. Demais essa aventura, amei!! Já fiz a travessia petrô x terê também, vc acha que aguento essa?

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    1. Oi Sthefania, a travessia petro x tere é ótima né?! Se vc esta acostumada a fazer travessias vai conseguir dar a volta, mas se só fez essa e não tem costume de fazer trilhas é bom treinar e recomeçar com travessias mais leves antes...

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  11. parabéns mil vezes, praticamente o caminho de santiago hahahahaha Sempre tive essa vontade, mas ainda me falta coragem.. Vou salvar seu post com todas essas dicas para quando decidir... rsrs Amei!!!!

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    1. O Caminho de Santiago está muito na minha lista!!! Mas essa travessia é muito menor q ele hehehe

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  12. Apesar de ser carioca, por incrível que pareça, nunca visitei a Ilha Grande (que pecado!). Excelente post, com uma proposta muito diferente (e sensacional!) da que estou habituado a ler. Parabéns e obrigado por compartilhar.

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  13. Fiquei impressionada com essa trilha, é somente para os fortes rs..acho que eu não aguentaria. Que experiência de vcs, queria ter esse preparo para encarar.
    Fui na Ilha somente 1x, e peguei muita chuva rs.. o lugar pra chover viuu rs.. pretendo voltar e fazer esse passeio de volta a Ilha, as praias são maravilhosas, adorei as dicas. Parabéns pelas fotos! Abs

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  14. Fantástico este post. Que disposição hein... também, com tanta paisagem linda... é de tirar o fôlego. Ótimas dicas.

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  15. Que aventura! E que disposição também hein?! Parabéns! Tanta dica legal e fotos massas. Adorei!

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  16. Adoro trekking e não sabia ainda como era fazer em Ilha Grande, já salvei o post, muitas informações úteis para eu me planejar!

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  17. Olá! Antes de mais nada parabéns pela travessia e pelo relato muito bem feito! Vou semana que vem a Ilha Grande e pretendo me hospedar no Bananal por 3 dias e de lá ir para a Praia Vermelha para encontrar uma equipe de mergulho, estou pensando em fazer este trajeto a pé (T5, T6 e acho q um trecho da T7), vou com minha esposa e meu filho de 12 anos, vocês acham viável ir caminhando? Temos alguma experiência em caminhadas e um preparo relativamente bom.

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    1. Olá! A caminhada na T5 e T6 dura um dia quase todo e pode ser um pouco puxada dependendo do peso que estejam carregando. Não fomos até a Praia Vermelha pq fica em um trecho da T7, que não faz parte do circuito de volta na ilha, mas se vcs estão acostumados com trilhas longas de um dia de caminhada vão conseguir, mas acho a trilha um pouco pesada para uma criança de 12 anos. O caminho não é plano e tem muitas subidas e descidas nesse trecho. Se decidir ir caminhando prepare-se para um longo dia de caminhada chegando no final da tarde em Praia Vermelha...

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  18. Olá, excelente o relato. Será de grande valia pra mim e acredito que para muitas pessoas.
    Algumas dúvidas, se vc puder responder ficarei muito agradecido.
    Existem locais para pernoitar, que não seja camping, e fazer as refeições nos locais onde vcs pernoitaram? Assim evitaria peso adicional.
    Estou pensando em ir sozinho, vc viram algum risco de assalto, ou algo assim?

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    1. Desculpe a demora na resposta... existem opções de pousadas sim, de uma pesquisada com base no seu planejamento de pernoite. As refeições são mais fáceis, como relatei nós não levamos nada de alimento (só lanche de trilha) e comíamos sempre bem a noite nas paradas. Quanto a riscos, são raros os casos de assaltos nas trilhas (mas existem alguns relatos). No momento a área é assolada pela Febre Amarela, portanto se vacine antes de ir. Qualquer dúvida é só falar ;-)

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  19. Bom dia!Estou querendo muito fazer essa volta na ilha.Vcs conhecem algum grupo que levem para fazer essa volta?

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    1. Olá! A empresa que indicamos (FR Expedições) costuma fazer algumas vezes por ano a volta. Dá uma olhada na página deles (no link do post) e fale com o guia Felipe Rocha para ver as datas ;-)

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  20. Texto e descrição muito bem elaborado! Extremamente útil! Parabéns!

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  21. Ola, otimo relato!! Estou planejando ir agora em outubro/novembro e pegar uns dias do feriado. Pretendo fazer em 9 dias a volta, pra aproveitar alguns dias off nas praias e descansar tmb.
    queria duas infos, se puder me ajudar:
    De caxadaço consigo ir pra palmas ou pouso, ou sómabraao msm?
    Queria saber +- o valor que gastaram durante a trilha, vcs tem essa previsão de gastos?
    Obrigada e boas trilhas!!

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    1. Olá Laura, quanto a Caxadaço, a trilha é um bate e volte de Dois Rios, os nativos conhecem um caminho que atravessa para Santo Antônio mas é super perigoso, pois é uma trilha na mata fechada e repleta de cobras, Poucos se arriscam por lá e não faz parte das trilhas mapeadas da ilha. Enfim, recomendo que não tente... Quanto aos gastos vou ver meus registros e te passo, curte a pagina no face e envie msgm in box por lá ;-)

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  22. Este comentário foi removido pelo autor.

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  23. Mto bom !
    Parabéns !
    Alguém tem o ctt desses lugares pra pernoite ???

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    1. Olá Julio, na internet vc encontra facilmente alguns deles, pode ser que tenham mudado, mas aí estão alguns que tenho:
      - Camping do Luiz em Aventureiro:(24) 99847-2959
      - Camping Bem Natural em Araçatiba: (24) 3377-6826
      - Camping da Janete em Parnaioca: (21) 9 9997-7160 (watzap)

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  24. Parabéns!
    Nada como estar integrado com a natureza, e a ilha grande nos proporciona muito isso.
    Já estive lá por diversas vezes e fiz algumas trilhas mais próximas da vila do Abraão.
    Achei legal seu comentário sobre a T14 "estafante T14", pois percorremos ela com minha filha de 9 anos e minha sobrinha de 6 anos, foi bem cansativo a subida e a descida não acabava nunca...kkk... mas valeu muito a pena tomar banho de rio e curtir a praia dos dois rios.
    Estaremos voltando lá em Março de 2019 e pretendo conhecer outras trilhas e também conhecer a praia do Aventureiro e Parnaioca, mas essas eu vou de barco! kkk
    Gostei muito da postagem de vocês e mais uma vez parabéns pela iniciativa!

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    1. Olá! Obrigado por visitar o blog e fico feliz de saber que curtiu o post :-) A T14 parece interminável né?! rs Vc vai curtir muito Parnaioca e ventureiro, são as mais bonitas da ilha, e de barco fica mais tranquilo rsrsrs

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  25. Olá! Achei muito interessante o percurso feito por vocês. Você poderia, por gentileza (se puder, claro), informar em torno de quanto eu gastaria numa volta completa na ilha?

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    1. Olá, desculpe a demora, mas ficamos um tempo afastados do blog... Ainda tenho os valores da época, mas acredito que por já ter se passado 3 anos os números com certeza serão bem diferentes. Mas o gasto com alimentação e camping é baixo, o importante é negociar com o guia, que será sua base de gastos

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